BLOgQUEIO

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

1/2 Maison, House, Casa

Se há culturas pelas quais nutro um enorme respeito são os antropófagos da Papua Nova-Guiné os antigos Egípcios. Estes povos sim! Cozinham e constroem - os primeiros, iscas; os segundos, pirâmides.

Centrando-me, por agora, na parte da construção, dei por mim a pensar numa coisa. Jamais seria capaz de passar a minha existência numa habitação que estivesse localizada por cima de um túnel. Um daqueles túneis por onde passam carros e/ou pessoas e onde um buraco mal feito nos leva a cair no precipício da rua. Nada que uma bisnaga de "voltaren" ou uma estada no Clube de Campismo de Almada na Costa de Caparica não resolvam mas, a questão de fundo não é essa.

De que vale gastar dinheiro numa casa incompleta e que, em caso de tragédia como um sismo, virá abaixo como um castelo de cartas?

Re...Ciclar. Mas para quê?

Nunca entendi bem a euforia que gira em torno da reciclagem. Toda aquela transformação produzida a partir de materiais que já foram, outrora, dignos de os termos no nosso interior, desconcentra-me o nervo ciático.

Acho desnecessário a prática da reciclagem, principalmente quando esta é realizada por nós e nos nossos lares. Corrijam-me se estiver enganado mas, o que se ganha por sermos nós a meter as "mãos na massa" e termos a "papinha feita" para os outros?

Não sou um grande conhecedor e especialista em camiões que se dedicam à recolha do lixo nos ecopontos mas, ainda no outro dia estava à janela da cozinha a ver um casal de gatos a acasalar quando, um camião destes estaciona na rua. Saem dois homens, inspeccionam os ecopontos e recolhem o seu conteúdo. Mas estranhou-me que tanto o papel, o vidro, ou as pilhas fossem todos para o mesmo depósito, não havendo aqui, a tão falada preocupação com a separação.



A escolha das cores para a distinção dos materiais a colocar nos recipientes, diga-se, também não foi a mais feliz. Se a ideia era transmitir a singelidade e a inocência que se pode encontrar do outro lado do arco-íris, lamento desiludir mas, não resultou. Fico satisfeito por ser daltónico em último grau, agradecendo ao meu médico ter-me passado o atestado - a troco de 30 € - que me permitiu a obtenção da carta de condução.

A treta da política dos 3 R's é daquelas coisas que dá cócegas no céu da boca quando se tem gengivite, quase a roçar a periodontite. Quem pensa que (R)eduzir, (R)eutilizar ou (R)eciclar é o futuro, é porque não foi despedido de uma lixeira e porque não tinha a competência de separar o lixo com vista à reciclagem. Como eu...

terça-feira, 7 de Julho de 2009

Muita Bobagem

Desde aquele episódio do "Salve-se Quem Puder":...



... em que a palavra "bobagem" despoletava um conjunto de reacções e emoções, que esta música não sai do ouvido de muito boa gente:



A música nem é nada de especial (basta olhar para o título) mas, a verdade, é que agora, mal se pronuncie a palavra começada por B e terminada em M, com OBAGE pelo meio, dá logo vontade de pôr as mãos no ar a fazer figuras alucinadas e algo desvairadas.

Tive de me controlar, seriamente, durante a escrita desta mixórdia, para não me desorientar e não desatar aos pulos de forma descoordenada cada vez que pensava em BOBAGEM!

quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Papel e Papéis

Existe aquele velho cliché (o que eu gosto desta palavra) de que as mulheres DETESTAM homens que não possuem a capacidade de baixar a tampa da sanita.


Na minha qualidade de homem, nunca consegui entender muito bem este fenómeno e a que se deve o desprezo por todo e qualquer sujeito que não "opte" por baixar o dito objecto. Várias explicações poderiam ocorrer mas, de momento, não estou de modo algum para aí virado. Admito: não baixo a tampa, nunca baixei e nunca irei baixar!! Não fui educado nesse sentido, demora tempo, posso sujar-me e, para além disso, o meu osteopata não iria achar muita piada.

Obviamente que existem excepções. Já baixei a tampa a seguir a um momento de expulsão de cocózinho e em que o desgraçado não queria, nem por nada, descer até às profundezas do esgoto (tinha comido fastfood, o que me provoca sempre este efeito). Mas foi apenas para ocultar o interior da sanita e para que o cheiro não emanasse para o resto da casa.

Pois bem. Fui confrontado, hoje pela manhã, com a falta de uma ferramenta utilizada para limpar o rabo - o magnífico papel higiénico. Hoje sou eu que me queixo - por que razão é que as pessoas se esquecem de colocar um novo rolo de papel higiénico quando se acaba o antigo?? Isto não será bem pior do que não baixar a tampa da sanita?? E quem foi que teve, desta vez, o lapso (ou não)?? Uma mulher!! A minha namorada!! Quem diria...

É chato e complicado de explicar. Uma pessoa levanta-se de manhã, dirige-se de imediato a esse lugar de reclusão na esperança de algum alívio e nem olhamos para o local onde o papel, supostamente, se encontra. Terminado o serviço e sem ter o papel, é como se tudo o que fizemos momentos antes, nos deixasse o desejo de entrar novamente, a fim de termos tempo de conseguirmos alcançar o rolo.

E o bidet (outra palavra que adoro) nunca o utilizei para os fins convencionais para que foi criado mas, sim, apenas para lavar os pés e vomitar uma ou duas vezes. Não dá muito jeito assentar a peida naquele objecto frio a ficarmos ao ponto de joelhos...

Com isto não se preocupam as mulheres....



Com este vídeo é possível perceber um pouco melhor o processo de produção do papel higiénico. Espero que os guardanapos a que todos nos limpamos, não sejam produzidos a partir de papel higiénico reciclado...

quinta-feira, 25 de Junho de 2009

O Fascínio por Mickael... Mickael Carreira

Partilho amizade - se bem que isto poderá ser discutível dado os gostos musicais - com uma bardajona/morteirona cuja principal preocupação de momento, prende-se com o desejo em conhecer melhor a região testicular do Mickael Carreira, uma vez que já conhece essa zona da parte de fora das calças por via de um concerto dado em Escalhão (ali para os lados da Guarda).





Já a precavi de que qualquer assunto relacionado com este personagem deve ser remetido, de imediato, para a ETAR do meu pensamento mas, dado que isto não foi devidamente processado, sou o orgulhoso detentor de um vastíssimo conhecimento de tudo aquilo que gira em torno deste "cantor".

Sou, de certa forma, "obrigado" a suportar o peso de todas e quaisquer revistas onde aparece o filho do Tony e levar "pancada" neuronal ao ouvir um CD deste a tocar ao longe. O mais grave e inenarrável é que, a minha amiga, deslumbra-me profundamente ao saber as letras do princípio ao fim, esquecendo-se que o melhor que consigo fazer, é retirar delicadamente o disquinho da máquina de tocar, atirando-o pela janela da viatura (tudo para fins científicos).

Esta minha amiga é de pancas. Lembra-se de ir a um pic-nic bater um recorde do Guiness e, pelo meio e sem que nada o fizesse prever, apaixona-se pelo Mickaelense de uma forma inaudita como alguém que se apaixona por uma chamuça de um restaurante nepalês.

Duas palavras para ti BARDAJONA - Coisas Boas! Esse enigmático café que mais parece um "freak show" onde até é possível assistir a uma mulher de barba ou alguém a praticar jogos malabares com um copo de galão e uma sandes mista.


quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Um docinho

Numa das minhas últimas incurssões a esse mundo encantado - onde se mistura o sagrado com o profano - que dá pelo nome de FNAC, deparei-me, na zona do esoterismo com isto:

Ao folhear esta relíquia da literatura contemprânea, fiquei algo desolado com a constatação de que o doce preferido do Manuel Luís Goucha não marcava presença neste livro. Fui encontrá-lo, ao invés, na revista "Lux" n.º 445.

Este doce tem o nome de Rui Oliveira e não se sabe que ingredientes leva e qual o modo de confecção. Isso caberá ao Manuel Luís explorar...

Temperatura

No local onde me encontro e sem qualquer exagero, devem estar, aproximadamente, zero graus.


Ou seja, não está frio nem está calor.

domingo, 30 de Novembro de 2008

Revelação

Na 2.ª página (aquela que ninguém lê) da edição de hoje do jornal "Correio da Manhã", vinha isto:


Para além do chorrilho de diatribes e impropérios lançados ao Partido Social Democrata (PSD) pelo qual foi eleito para a Câmara Municipal de Santarém, Francisco Moita Flores espanta o mundo com duas revelações - que é estúpido e que não entende nada de política.

Perdão, afinal é apenas uma revelação. Que é estúpido já toda a gente sabia. Ora que não entende nada de política, já é mais discutível. Este "opinion-maker" que parece ter parecer e sapiência sobre tudo, aparentemente, não faz a menor ideia de como se actua na política.

Engraçado, não deveria ser uma das condições para se ser autarca e, não tanto, autor de séries de época/séries policiais/séries sobre tudo e mais alguma coisa?

N.R. Verdade seja dita, era um fervoroso espectador da telenovela "Desencontros" (gostei particularmente do papel desempenhado pelas botas do Luís Esparteiro, pela barba do Ricardo Carriço e pela parvoíce da Sofia Alves) que passa actualmente na RTP Memória e que me fez sonhar em um dia poder vir a ser um inspector da Polícia Judiciária. Ou o gajo que vendia cautelas. Ou um gajo que estava atrás de um balcão de uma casa de pasto.

Gases

Vi-me há dias a braços com uma discussão filosófica mantida com uma amiga acerca de emissões orgânicas emitidas por esta nossa espécie a que orgulhosamente pertencemos.

Debatiamos qual seria a diferença entre "bufa", "traque", "peido", "puum", "ratter", etc. etc.

Não chegámos a qualquer tipo de conclusão interessante e definitiva, apesar da nossa argumentação passar muito pelo odor e pela sonoridade do gás. No entanto, viu-se que a minha amiga ficou com um certo ar indignado e estupefacto quando, sem que ela esperasse, a interpelei no sentido de pedir permissão para largar um "traquezito" (palavra utilizada na realidade) uma vez que o lanche estaria a fazer os seus efeitos. Lá deu permissão e prossegui no sentido de ficar mais aliviado. É bom ter confiança com alguém com quem possamos fazer este tipo de acções sem que sejamos olhados com desdém e sem que tenham de ocultar as narinas para não perderem os sentidos.



Depois deste episódio, decidi investigar um pouco. Procurei um dicionário em busca de definições:

"Bufa" - ventosidade que sai pelo sem ruído pelo ânus e que tem cheiro desagradável;

"Peido" - ventosidade sonora expelida pelo ânus;

"Traque" - estrépito (estrondo) produzido pela saída de ventosidades expelidas pelo ânus.

Estou constipado. Estou com pingo no nariz. Não tenho qualquer noção dos aromas que me rodeiam. À boa maneira "Pinto Da Costesca", sinto-me na obrigação de ter alguém a eliminar à minha volta, qualquer vestígio residual de eventuais cheiros que produza através de ventosidades produzidas pelo meu ânus.

quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Cobranças Díficeis

O que foi feito daqueles cobradores de quotas que nos tocavam à campaínha precisamente nas alturas em que não tínhamos dinheiro e a última pessoa que queríamos ver pela frente eram esses senhores?

Olhando agora para trás e fazendo um exercício de memória, já sinto saudades deles. Gostava de sentir que tinha uma espécie de sombra que me seguia até casa, deixava-me entrar para depois tocar e eu não poder fingir que não estava em casa.

Pessoalmente, não tinha muitos a bater à porta. Apenas os bombeiros da zona e o sacana do cobrador do Sporting que deixou de aparecer desde que o clube foi campeão nacional. Ah! E o guarda nocturno! Apesar de nunca o ter visto à noite e ter sido assaltado à porta de casa quando regressava uma noite de um recital de ballet clássico...

Gostava das suas malas e da facilidade com que rasgavam o papel, fruto de anos de experiência adquirida. Sempre me perguntei se estes senhores não teriam outra ocupação para além desta.

Não deveria existir, mesmo, um sindicato que lutasse contra a extinção desta distinta profissão?

Quem também desapareceu foi o pessoal do "Círculo de Leitores". Já ninguém vai de porta-em-porta impingir livros pagos a prestações...


Esta gente faz falta, voltem...

Será de mim?

Serei eu o único a achar estranho o Cristiano Ronaldo viver (ainda!!) com o ex-cunhado?...

Está bem que o moço tem dotes pantagruélicos e confecciona excelentes pratos à base de chouriço mas, continua a existir aqui um "piquinho"...


Serei eu o único a achar que o Nuno Eiró tem um formato de cabeça... estranho?...



Espero que não...

Serviço Público

Na edição de hoje do jornal gratuito "Metro" é feito um apelo, à laia de Polícia Judiciária (PJ), para que sejam fornecidas informações de um indíviduo que se encontra desaparecido e, que segundo a descrição, sofre de perturbações psiquiátricas:

Consultou-se o DSM-IV-TR (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais) e, de facto, todas as enumerações feitas, correspondem a uma Perturbação Bipolar II (episódios depressivos major recorrentes com episódios hipomaníacos).

Ora, como é sabido, sujeitos com este tipo de distúrbio, podem envolver-se em actividades que podem ter consequências desagradáveis, como é, por exemplo, envolverem-se em gastos extravagantes, o que parece ser o caso do senhor em questão. É revelado que o senhor, aquando dos dois desaparecimentos, foi encontrado no Minho e na Madeira. A Madeira ainda se entende - Alberto João Jardim, Poncha, o sotaque... Agora o Minho? Minho?? Eu que não sofro de bipolaridade (bem, ainda se está para provar), tenho mais tendências excêntricas que este sujeito. A mim, se me apanhassem (o que não seria difícil pois ocupo muito espaço e sou bem visível), seria mais ali para os lados da Suécia ou da Noruega. Gosto de frio e de pouca luz.

De qualquer das maneiras, aqui fica a solicitação para, caso alguém saiba do Sr. José, informem as autoridades competentes. Não somos a RTP, mas gostamos de praticar o bem (sem olhar quem).

sábado, 8 de Novembro de 2008

Pé de gesso?

Vivem-se dias de crise, é certo. Esta crise que vai desde a economia, ao bom gosto, não pode ser justificação para tudo.


- Ah e tal, não tenho dinheiro para pagar a renda da casa e todos os outros 346 empréstimos que tenho;


- Pois, se ganhasse bem, hoje estava em Felgueiras a dar o meu apoio à Fatinha mas, infelizmente, não consigo pôr gasolina ao preço que está;


- Gostaria imenso de encontrar uns sapatos novos naquele caixote ali da esquina mas, com tantos ecopontos e pilhões, ainda ninguém se lembrou de fazer um roupão...


É clara e perceptível a indignação que se vive um pouco por todo o país. O que já não é compreensível, é a conjugação de cores de roupa que a foto seguinte espelha:

Não querendo comentar a tonalidade da peúga, descobri uma coisa com este senhor que nunca pensei que fosse possível e que pode dar uma excelente ideia para presente de Natal. Tal qual uma revelação, inteirei-me pela primeira vez, que existem sapatos que podem ser pintados com tinta de água. À falta desta, penso que a de areia também resolve uma falha na pintura. Se a moda pega e com a crise que está, vão ser cada vez mais os casos de sapatos pintados por pintores da construção civil, em deterimento dessa nobre profissão de engraxador.

Juro que notei umas pinceladas naqueles sapatos. Este facto deixou um pêlo do pincel num dos sapatos. Uma sugestão: não seria mais fácil colocar os pés numa lata de tinta de 50 litros?



N.R. Um abraço ao meu amigo Toni por me ter deixado tirar as fotos e por me ter oferecido os sapatos que, educadamente declinei. De qualquer das formas, bem-hajas!

Onde está o "Crime"?

Na edição n.º 1371 desse virtuoso e metódico jornal que responde pelo nome de "O Crime", é referido que um dos "justiceiros" do Processo Casa Pia - Pedro Namora - sofre um ESTRANHO acidente de viação ao volante do seu "Citroen Xara". Pergunta pertinente: se não tivesse sido uma ocorrência ESTRANHA, este jornal teria, por acaso, noticiado tal evento?





Pode até não ter qualquer relação com a última referência mas, não deixa de ser ESTRANHO que, em página anterior do impoluto e imaculado semanário, venha este assunto:





Já diz o povo e com razão - para grandes males, grandes remédios. Eu sei que é um produto "natural" mas, não sei se será uma boa ideia recorrer ao Pau de Cabinda (salvo seja) de alguém que o vende através de anúncio de jornal e, para além disso, comete a proeza e intrepidez de separar o sujeito do predicado com uma vírgula e escrever "sesual" (seja lá isso o que for).



N.R. São pérolas destas que me fazem comprar semanalmente este prestigiado jornal apesar de recorrer a luvas para manusear as suas folhas, pois tenho sempre a sensação que algo se pega a mim, não sabendo quem é o responsável pelo jornal. Nunca sabemos com quem lidamos. É o mundo em que vivemos... É o tempo em que estamos...

Para quê complicar?

Palavra de honra, gosto desta música:





"... there's no need to complicate cause our time is short..."

Sem dúvida...

Êxitos no fim do mundo

Fui apresentado à seguinte música quando me vi, subitamente, envolvido em pinturas de uma casa - pertencente a uma guineense - com um brasileiro que descarregou uma grade de "mines" mais depressa do que aquilo que os estivadores iam descomprimindo no Miguel Sousa Tavares à porta da Camâra Municipal de Lisboa.

Pelos vistos este som tem fortes raízes no Brasil profundo (fundo mesmo) e é um mega êxito ali para os lados da Fonte da Telha, Falagueira, sem esquecer a República da Macedónia:



Basta ler a letra da canção para se perceber o porquê. O compositor/autor/intérprete dá o seu melhor aqui e, procura com esta música de intervenção ao bom estilo de José Mário Branco, uma forma de divulgar a sua mensagem que, sejamos honestos, é nenhuma pois. Nada da letra, parece ter a ver com alguma coisa já descoberta neste mundo. Talvez, quando o Homem conseguir colocar o pé no planeta Neptuno em 2076, descobrir que existe água e der de caras com imigrantes brasileiros esverdeados, esta composição musical já faça todo o sentido.

Até lá, 3 minutos e 42 segundos de total harmonia e ordem (neste mundo):

"Beijo na boca é coisa do passado
a moda agora é,
é namorar pelado
Beijo na boca é coisa do passado
a moda agora é,
é namorar pelado

Beijo na boca é coisa do passado
a moda agora é,
é namorar pelado
Beijo na boca é coisa do passado
a moda agora é, é namorar pelado

E joga as maos prá cima
e bate na palma da mao
E mexa o seu corpo e
vai descendo até o chao (x2)

E agora eu quiero ver,
quiero ver voce pular
E agora eu quiero ver quiero
ver voce mexer
E agora eu quiero ver,
quiero ver voce dancar
E agora eu quiero ver
quiero ver voce beijar

Beijo na boca é coisa do passado
a moda agora é,
é namorar pelado
Beijo na boca é coisa do passado
a moda agora é,
é namorar pelado"




N.R. Foi Portugal - país de Camões, Pessoa, Lobo Antunes ou Saramago - descobrir este país para isto...

Ufa!

Estamos no Verão, estação do ano propensa à libertação e propagação de odores corporais - muitos deles nada agradáveis - oriundos, por vezes, de locais recônditos e que, na maioria das vezes, a própria pessoa não os consegue detectar, a não ser que exiba capacidades contorcionistas, dignas do Cirque du Soleil.

Ok, ok, ok, não existem quaisquer dúvidas que um bom asseio íntimo contribui para uma excelente viagem matinal pelo 35 da Carris ou pelo cacilheiro no Tejo, sem que tenhamos olhares reprovadores de companheiros de viagem por cima do ombro que ferem como punhais.

No que diz respeito ao sexo feminino, esta questão é ainda mais importante. Quem nunca esteve sentado num banco de autocarro e, encostado a si, tinha uma senhora que, das partes íntimas, emanava um "perfume" que não se coloca em frascos? Pois é... O que se passou, provavelmente, é que esta senhorita, não teve tempo de dar uso ao produto que abaixo aparece, uma vez que a falta de tempo é, cada vez mais, uma das principais causas para a falta de higiene nos dias que correm (e aquelas que mais contribem para o aparecimento de corrimento).



Este produto - exclusivo para as senhoras - vem numa caixa toda catita e, como se pode ler na embalagem, é uma solução vaginal, de uso externo, bactericida e antimicótico. Ou seja, é uma espécie de detergente com várias valências e que cumpre várias funções, todas concentradas numa embalagem. Para além disso, o pacote é portador de objectos sugestivos como se pode ver na figura.


Tem, num entanto, um senão. Deve ser de difícil utilização. No verso da embalagem, a empresa produtora, coloca mesmo uma espécie de "manual de instruções" para quem não está à vontade com o manuseamento, o que poderá explicar a pouca adesão.


Não é nestas alturas que se deve dar graças a Deus por ser Homem? Penso que sim... Não sei se estaria disposto a utilizar uma solução peniana com objectos semelhantes aos saídos de uma câmara de tortura do tempo da Inquisição e que fossem capaz de introduzir uma nova coloração testicular.


Não que isso não aconteça... De vez em quando, com o tipo de roupa interior que utilizo, para além dos meus testículos estarem reduzidos a um amendoim torrado, o suor que escorre do rabo para a região do pénis, provoca um cheiro desagradável. Este acontecimento agrava-se quando suo ou, quando limpo mal o rabo.


Mas para isso, utilizo o velhinho sabão azul e branco:


Adriano & Adriano...

Quem conhece e estiver familiarizado com este senhor em baixo, o "mago do stresse" - como alguém que conheço diria - decerto saberá que se trata de um homem com um curriculum imaculado, invejável, impoluto, para não dizer virtuoso, no que ao "stresse", "ansiedade" ou, simplesmente, tesoureiro da Faculdade de Coimbra diz respeito.

Mas, para alguém como eu, que tem a sorte de ter amigos que estudam escalas e testes psicológicos no espaço de tempo que medeia uma feijoada com um banho no mar profundo (ou piscina algarvia), este homem não passa de um embuste que vagueia pelos corredores da mais nobre universidade de Portugal, tentando passar despercebido. Isto porquê? Pois caso não tenha reparado (como se isso fosse possível quando se faz a rotação varimax), foi preciso que alguém dos Olivais detectasse um erro básico na construção de uma escala e que poderá influenciar e colocar em risco o futuro de toda a humanidade!

Mais! Quando contactado para que tivesse a fineza de disponibilizar a dita escala, este homúnculo, teve a displicência de dizer que não o poderia fazer, uma vez que o original tinha sido dado a comer a um dos seus pacientes com distúrbios psiquiátricos, num ataque feroz de tricotilomania, tudo porque o dito professor, tinha o Fernando Couto desenhado numa das folhas.

Curiosamente, oriundo da mesma cidade e, ao contrário deste último, o que se segue, emprestou a sua magnífica voz ao fado de Coimbra, numa tentativa desesperada de pôr fim ao regime com o timbre da sua voz. Não foi preciso muito para que aquela barba se deslocasse da direita para a esquerda e, tanto Manuel Alegre, como Almeida Santos, tivessem delineado uma tentativa de fuga para o estrangeiro.


Engraçado, já morei numa rua que tinha o nome deste senhor... No Laranjeiro... Não sei o que terá sido pior - ter morado numa rua com o nome de Adriano Correia de Oliveira ou, simplesmente, ter vivido no Laranjeiro, perto do "Bairro do Rato"... De qualquer das formas, era bom passar pela taberna da "Ti Rosa", para ir buscar o meu pai.

2 em 1

Por que será que isto?…



… não me sai da cabeça quando consinto que isto...



… me “penetre” pelos ouvidos adentro?


A questão não tem uma resposta fácil. Numa época em que a Criptozoologia se debatia fervorosamente de volta destes espécimes, tentando catalogá-los numa qualquer categoria taxonómica, o consenso não foi absoluto na hora da decisão, levantando-se muitas vozes discordantes. Vários cientistas reputados colocaram o seu nome em “xeque” quando defenderam a hipótese de que era perfeitamente aceitável se os classificassem como pertencentes ao Reino Monera, dado que, são seres com um tipo de nutrição predominantemente de absorção, e que ocupam na cadeia alimentar o lugar de decompositores.
Depois de acesos debates que ocuparam os auditórios – as cantinas e as reprografias – de algumas das mais reputadas universidades portuguesas (entre elas, a de Aveiro ou a Independente), atingiu-se finalmente um acordo generalizado no que à classificação destes seres abjectos diz respeito. Afinal, não pertenceriam ao Reino Monera mas, sim, ao Reino Animal. Mais concretamente, ao filo dos Platelmintes (onde encontramos, por exemplo, a ténia ou a fascíola). Os animais que figuram neste filo caracterizam-se por possuir simetria bilateral que é acompanhada da concentração dos órgãos dos sentidos na parte anterior do corpo. Para além disso, são acelomados e protostómios (quando a boca se forma a partir do blastóporo e o ânus na extremidade diametralmente oposta, a partir de uma invaginação da ectoderme), ao contrário daquilo que acontece, por exemplo, com o Homem.

Estamos na presença de dois dos maiores grupos dos anos 80 que partilhavam em sistema rotativo as pistas de dança de umas quaisquer esterqueiras por esse mundo fora. Além disso, sabe-se, actualmente, que ambos os grupos eram presença assídua nos camarins dos célebres ilusionistas de Las Vegas, Siegfried and Roy. Lá, cantavam não só, para os tigres siberianos, na hora em que era preciso escovar-lhes o pêlo mas, também, quando se discutia a hipótese de a dupla se vir a designar de “Roy and Siegfried – bestialidade em palco”.
Seja como for, os mágicos haviam prometido a pele de um animal enfermo a Holly Johnson, caso ele conseguisse “despachar” a pobre criatura. Através de canto de “relax” 476 vezes seguidas, sem direito a ir à casa-de-banho e sem envergar qualquer peça de vestuário com cheiro a cabedal, o cantor lá conseguiu, utilizando depois o tosão para um show de travesti no “Trumps”.
Constatando que lhe faltavam peças de roupa na sua desnuda pessoa, isto não agradou ao “índio” dos “Village People”. Este, exigiu ao seu colega “agente da polícia” que algemasse o cantor rival ao canhão do navio onde gravaram In the Navy para o poder sovar com o martelo do também seu companheiro “trabalhador da construção civil”.

Todos os rapazes bem apessoados que aparecem em cena seriam dignos de representar os “Pauliteiros de Miranda” quando, todos eles parecem saber brincar ao jogo do pau sem um normal protector genital (vulgo, coquilha).


Filha, sabes que é verdade?

Desde que aparecemos na televisão com um nome que não lembra a ninguém, não parámos mais. Corremos a meia-maratona de Berlim (como é possível ainda termos sucesso na Alemanha?) agasalhados por ceroulas e casacos com enchumaços nos ombros; trocámos cartas com Manuel Luís Goucha na tentativa de preencher duas vagas para sermos seus consultores de moda; enviámos e recebemos milhares de fotografias, músicas e vídeos pedindo as mais sinceras desculpas pela nossa representação; escrevemos – sim, temos a quarta classe tirada à noite através do sistema de unidades capitalizáveis – na página da Polícia Judiciária dedicada às pessoas desaparecidas em circunstâncias misteriosas enquanto assistiam ao programa “Na Roça com os Tachos” com João Carlos Silva e; quando não estamos a assentar azulejo e a desentupir algerozes, passamos horas e horas em frente ao espelho a tentar sincronizar o ruído emitido pela nossa boca, com a voz do verdadeiro talento que está por detrás de nós (o projecto nunca teria avançado se ele não estivesse por detrás de nós…).

E o mais engraçado, é que continuamos a ser os únicos “cantores” a quem foi retirado, não só, o Prémio Grammy, mas também, as cordas vocais.



Há coisas fantásticas, não há?

Deixai vir a mim as criancinhas, disse Jesus com ternura na voz… (excerto de canção que pode ser encontrada num qualquer livro de cânticos doutrinais)

Confiaria a sua criança a José Cid? É esta a questão que se deve colocar, cada vez que se assiste a este vídeo. Alguém conhece, de facto, a verdadeira identidade deste amante de “favas com chouriço”? Alguém conseguiria identificar, se passasse por ele na rua, o José Cid sem peruca e sem óculos? Este José Cid que todos conhecemos, não passará, ele também, de um alter-ego – à semelhança daquilo que acontece com o Homem-Aranha que se refugia na pele de um pobre fotógrafo de nome Peter Parker –, criado por um moço de estrebaria e tratador de cavalos da Chamusca?

Várias são as lendas (e não me tou a reportar à Lenda de El-Rei D.Sebastião) associadas ao cabelo. É sabido que quem tem uma cabeleira forte, robusta, lustrosa e com um pH compreendido entre 4 e 5,6, terá maiores probabilidades de se encontrar com uma auto-estima elevada e pronto a desafiar este e o outro mundo. Quem não se lembra do poder que os cabelos transmitiam a Sansão? Ninguém nos garante que este indivíduo da Anadia, ao colocar a peruca, não fique com poderes acrescidos e, os óculos, sejam apenas para controlar as “explosões ópticas” que advêm da sua vista, como acontece com Cyclops dos X-Men.

Desta vez, o nosso “herói” juntou-se ao grupo coral infantil da paróquia de Alcanhões (Santarém) e resolveu fazer uma ode a Jesus Cristo, algo que se ansiava há já 2000 anos e que nunca ninguém ainda se tinha lembrado. Um bem-haja para José Cid! Não só por nos ter dado a oportunidade de ficar um pouquinho mais perto do céu mas, também, por nos deitarmos à noite mais descansados, com a sensação de que nada correrá mal pois teremos José para nos proteger.



Longe vão os tempos em que era completamente seguro sermos filmados com uma criança ao colo, sem que, com isso, tivéssemos o departamento de investigação e acção penal (DIAP) à perna…

Acorda-me antes que te venhas

Aqui está um êxito estrondoso que rompeu nas pistas de dança em 1984. Qualquer discoteca gay que se prezasse, teria de passar esta música, correndo o risco - caso não o fizesse - de deixarem de vender café pingado, para passarem a servir imperiais (imperial é bebida de macho!)… Todos nós já tivemos, pelo menos uma vez na vida, de suportar esta música incomodativa e violadora de um dos sentidos mais preciosos e úteis para o ser humano – a audição! O mais confrangedor nesta produção musical, é a capacidade que tem, de fazer perder o equilíbrio – o que em muito contribui uma deficiente acuidade auditiva – de certas pessoas que, ao escutá-la, vão de encontro aos órgãos genitais de pessoas do mesmo sexo.

Este duo (que saudades do
Duo Ouro Negro!) oriundo de terras de sua majestade marcou toda uma época e geração. Quantos indivíduos não se tornaram “abafadores de palhinhas” pelo simples facto de sonharem em serem o parceiro de George Michael nesta amostra de vídeo, invejando Andrew Ridgeley, que não passou de uma nota de rodapé no panorama musical? Tudo é mau neste videoclip mas, acima de tudo, o playback (o que diria Carlos Paião?) que aqui se pratica, é idêntico àquilo que se faz na Suazilândia. George Michael, parecendo que sofreu uma traqueotomia recentemente, revela-nos com a passagem das imagens, que existe uma maneira adicional de se poder respirar. Ou não soubesse ele, dar um notável uso a todas as cavidades que envolvam a entrada e saída de ar…



Quem viu o filme “Zoolander” com Ben Stiller, jamais se esquecerá daquela mítica cena da bomba de gasolina que tem, precisamente, Wake Me Up Before You Go Go como música de fundo.

Tony Carroçeiro

De um dos recantos do concelho de Pampilhosa da Serra, mais concretamente do lugarejo da Portela do Armadouro, chega-nos aquele que é, provavelmente, o ex-emigrante em França mais conhecido – a seguir à Linda de Suza com a sua “Mala de Cartão” e de Dino Meira com o seu mega, super, hiper êxito “Voltei” – do país, Tony Carreira.

Aqui está um típico emigrante português em toda a sua plenitude. Nos seus vídeos, não se coíbe de ostentar as suas conquistas alcançadas naquele país chauvinista à custa de quem o suporta ouvir e perder dinheiro, num desinvestimento que é, claramente, um cd deste “trovador”. Ele é pomposas casas de campo, ele é carros desportivos de alta cilindrada, ele é mesas de snooker, ele é lareiras acesas em pleno Verão e, a lista podia continuar…

Muito se tem falado acerca do couro cabeludo deste senhor. Várias têm sido as teorias colocadas em cima da mesa: umas referem que Tony Carreira é uma experiência genética mal sucedida e que a testosterona lhe subiu dos testículos para a nuca; outras, no entanto, preferem conjecturar que Tony, é uma espécie de fusão entre um rabo de babuíno e o tigre da Tasmânia, extinto no século passado… Qual estará correcta? Só o seu criador poderá responder…

Querendo desvendar o mistério, numa das minhas idas ao cabeleireiro, questionei a minha hairdresser se, o cabelo de Tony Carreira, seria ou não genuíno. Não me soube responder e, a sugestão que escutei da boca dela para desvendar o enigma, foi fazer o teste do “
Tom Sawyer”. No que consiste este prático e utilitário teste? Quem se recorda dos desenhos animados, estará decerto lembrado, quando Tom empoleirou-se no alpendre da escola com um gato pendurado na ponta de uma cana de pesca. À passagem do seu professor, Sawyer fez descer a cana sob a cabeça do professor e, o gato, por sua vez, arrancou-lhe a peruca. Há que fazer o mesmo com Tony Carreira, à saída de um dos seus concertos e verificar se o teste dá positivo…

Dança Enxovalhada

Corria o belo ano de 1987 quando, inesperadamente e contra todos os prognósticos, estreava nas salas de cinema Dirty Dancing – “Dança Comigo” em português – com Patrick Swayze e Jenniffer Grey nos principais papéis. Depois das fitas com John Travolta uma década antes (“Febre da Sábado à Noite” e “Brilhantina”), jamais, em tempo algum, se pensou que os filmes de dança colocar-se-iam a um nível muito próximo do escroto, tal é a descida de temperatura que se sente, cada vez que se assiste a uma película deveras medonha como é Dirty Dancing.

Mas – e apesar de todas as condicionantes que o filme apresenta, começando pelo facto de ter sido rodado e apresentado em público –, quantos de nós, não tiveram já de ouvir da boca das suas namoradas que o filme das suas vidas é Dirty Dancing?! Mais! Quantos de nós, tiveram de ouvir das mesmas namoradas (que sofrem claramente de perturbações oftalmológicas, nomeadamente de presbiopia): “- Aquele Patrick Swayze é um papo-seco… Não me importo nada que não saiba cantar, ou dançar ou, mesmo representar, desde que actue ao lado de Demi Moore em StripTease 2”? Depois de deixarmos as enzimas da boca actuar para de seguida deglutir em seco, as únicas palavras que teremos para elas serão: “- Vê-se claramente que nunca assististe ao "Profissão: Duro", caso contrário, a tua opinião acerca do Patrício não seria a mesma!”.



Para quem nunca teve a oportunidade de ver o filme (não digam isso às vossas companheiras), esta deplorável cena final demonstra bem o que ficou para trás e, não serão necessários adjectivos adicionais para enobrecer esta “obra-prima” da sétima arte. Lobotomia – a punição exemplar para o realizador do filme (Emile Ardolino) e para quem tratou não só dos cabelos, mas também da banda sonora (aqui, com especial relevo para Bill Medley e Jennifer Warnes que tão bem souberam aniquilar uma música com todo o potencial para entrar num qualquer filme de Pedro Almodovar)…

O que é nacional (ainda) é bom?...

Foi no passado dia 10 de Outubro de 2006 que se celebrou o Dia Mundial da Saúde Mental, subordinado ao tema: “Alertar para reduzir o risco: doença mental e suicídio”. Não deixa de ser curioso, no entanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter elegido esta data, pois é neste dia que se soleniza também, o Dia Mundial Contra a Pena de Morte. Muitos países – como é o caso da China – celebram este dia, com um indulto e consequente libertação, de um cão (com peso superior a 15 quilogramas) escolhido aleatoriamente num canil municipal que, na china, é também conhecido como restaurante.

Tendo em conta as efemérides referidas, faz todo o sentido questionar dois quesitos. Se o vídeo que se segue, não será, por um lado, um potencial risco que leve à prática do suicídio colectivo para quem tem a infelicidade e/ou o mau gosto de o observar e, por outro, se não será boa ideia retomar a pena de morte em Portugal – abolida no século XIX –, para crimes que violem a lei do ruído e das coreografias (com um guarda-roupa vulgar e de qualidade duvidosa) lastimáveis. Poder-se-ia sugerir que, para isso, se recorresse ao “método da asfixia” mas, como terão oportunidade de constatar, o simples acto de observar tal obra cinematográfica é, já de si, um atentado ao bom funcionamento da hematose pulmonar.

Como “baptismo de fogo” deste espaço, optou-se por um vídeo blasfemo, fomentador da violência doméstica: “(Ajoelhou) vai ter que rezar” (expressão retirada, com toda a certeza, da música “2345meia78” de Gabriel, O Pensador), do malogrado “pintor” José Malhoa. Decerto estarão a pensar: “Pintor?? Esse foi outro gajo! Estás a fazer confusão!”. Não, meus amigos… Este
José Malhoa pode ser, também ele, considerado um pintor. Com aquela camisa de marujo azul e cor-de-rosa é, com toda a convicção, um pintor da construção/reparação naval da “Setnave”. Este homem, devido ao seu trabalho braçal, só consegue mover o tronco e os antebraços e, até as bailarinas, parecem ter os pulsos partidos com aquelas ligas pretas envoltas nos mesmos (está visto que são moças que dão bastante uso aos punhos).




Uma coisa é certa. Neste vídeo, José Malhoa é rei no seu domínio – aparece bem rodeado pelas suas três bailarinas (uma delas até parece um tipo)…